10 Razões Pelas Quais o Antigo Testamento É Importante para os Cristãos

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Nota do Editor: 

Este é um trecho adaptado de How to Understand and Apply the Old Testament: Twelve Steps from Exegesis to Theology [Como Entender e Aplicar o Antigo Testamento: Doze Passos da Exegese à Teologia] (P&R Publishing, 2017), pg. 6–11.

Se os cristãos são parte da nova aliança, porque devemos buscar entender e utilizar o Antigo Testamento (AT)?

Apresentarei 10 razões pelas quais a primeira palavra de uma sentença contendo “Antigo Testamento” não deve se referir a algo sem importância ou insignificante para os cristãos.

1. O AT eram as únicas Escrituras que Jesus tinha e compõem três quartos (75,55 %) de nossa Bíblia.

Se quantidade for indicaçāo de algo , o AT é importante para Deus, que nos deu sua Palavra em um livro. Na realidade, foi a sua primeira revelação especial, a qual estabelece o fundamento para o cumprimento que encontramos em Jesus no Novo Testamento (NT).

O AT era a única Bíblia de Jesus e da Igreja primitiva (e.g., Mt 5.17; Lc 24.44; At 24.14; 2Tm. 3.15), e representa grande parte das nossas Escrituras.

2. O AT influencia substancialmente nosso entendimento de ensinamentos bíblicos chave.

Ao chegarmos ao final do Livro da Lei (Gênesis-Deuteronômio), vemos que a Bíblia já havia descrito ou feito alusão a todas as cinco grandes alianças que conduzem a estrutura dramática das Escrituras (Adâmica/Noé, Abraâmica, Mosaica, Davídica e a nova aliança). O restante do AT passa entāo a construir em detalhe sobre estes alicerces. Desta maneira, a narrativa do AT cria uma antecipação por um rei melhor, um povo abençoado e uma terra mais vasta. O AT cria o problema e inclui promessas que sāo respondidas e cumpridas no NT. Necessitamos do AT para compreender a obra completa de Deus na história.

A primeira palavra de uma sentença contendo ‘Antigo Testamento’ não deve se referir a algo sem importância ou insignificante para os cristãos.

Além disso, algumas doutrinas das Escrituras são melhor entendidas apenas a partir do AT. Por exemplo, existe alguma passagem que mais molda nossa cosmovisão do que Gênesis 1.1-2.3? À que poderíamos recorrer além do AT para entender corretamente a respeito do lugar santo e do templo? Há alguma declaração mais explícita do que Isaías 40, sobre quão incomparável é YHWH ou uma expressão mais sucinta para a expiação substitutiva do que Isaías 53? Para onde poderíamos nos tornar para saber o que Paulo quis dizer com “salmos, hinos e cânticos espirituais” (Ef 5.19; Cl 3.16)?

Finalmente, a cosmovisão e os ensinamentos do Novo Testamento são construídos sobre a estrutura fornecida no AT. No NT, encontramos literalmente centenas de citações, alusões e ecos do AT, nenhum dos quais vamos compreender totalmente sem que estejamos saturados pela Bíblia usada por Jesus.

3. Encontramos o mesmo Deus em ambos os Testamentos.

Note como o livro de Hebreus começa: “Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho” (Hb 1.1-2). O mesmo Deus que falou através dos profetas do AT fala através de Jesus.

Agora, você pode se perguntar: “Mas o Deus do AT não é de ira e de fardo, ao passo que o Deus do NT é de graça e liberdade?” Vamos considerar alguns textos, primeiro do AT e depois do Novo.

Talvez a declaração mais fundamental do AT sobre o caráter e a ação de YHWH esteja em Êxodo 34.6: “SENHOR, SENHOR Deus compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade.” O AT segue reafirmando esta verdade inúmeras vezes, a fim de esclarecer porque Deus continua perdoando e preservando um povo rebelde:

“Porém o SENHOR teve misericórdia de Israel, e se compadeceu dele, e se tornou para ele, por amor da aliança com Abraão, Isaque e Jacó; e não o quis destruir e não o lançou ainda da sua presença.” (2 Rs 13.23)

“Porque, se vós vos converterdes ao SENHOR, vossos irmãos e vossos filhos acharão misericórdia perante os que os levaram cativos e tornarão a esta terra; porque o SENHOR, vosso Deus, é misericordioso e compassivo e não desviará de vós o rosto, se vos converterdes a ele.” (2 Cr 30.9)

“No entanto, os aturaste por muitos anos e testemunhaste contra eles pelo teu Espírito, por intermédio dos teus profetas; porém eles não deram ouvidos; pelo que os entregaste nas mãos dos povos de outras terras. Mas, pela tua grande misericórdia, não acabaste com eles nem os desamparaste; porque tu és Deus clemente e misericordioso.” (Ne 9.30-31)

Portanto, o AT está cheio da graça de Deus, assim como o NT.

Além disso, no NT, Jesus fala sobre o inferno mais do que qualquer outra pessoa. Ele declarou: “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo.” (Mt 10.28) Semelhantemente, “Qualquer, porém, que fizer tropeçar a um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse afogado na profundeza do mar.” (18.6). Paulo, citando Deuteronômio 32.35, afirma: “não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira; porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor.” (Rm 12.19). Por sua vez o autor de Hebreus escreveu: “Porque, se vivermos deliberadamente em pecado, depois de termos recebido o pleno conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos pecados; pelo contrário, certa expectação horrível de juízo e fogo vingador prestes a consumir os adversários.” (Hb 10.26-27) Portanto, Deus é tāo irado no NT, quanto o é no AT.

Em Atos 10.42-43, Pedro afirma: “e [Deus] nos mandou pregar ao povo e testificar que ele [Jesus] é quem foi constituído por Deus Juiz de vivos e de mortos. Dele todos os profetas [AT] dão testemunho de que, por meio de seu nome, todo aquele que nele crê recebe remissão de pecados.” Neste texto, o apóstolo do NT se identifica como um proclamador de Jesus como juiz, enquanto que diz que os profetas do AT proclamaram a Jesus como o instrumento do perdão.

Com certeza, existem numerosas expressões da ira justa de YHWH no AT, assim como há manifestações copiosas de misericórdia adquirida pelo sangue no NT. O importante é reconhecer que encontramos o mesmo Deus no AT que encontramos no NT. Em toda a Bíblia encontramos um Deus que é fiel às suas promessas tanto de benção, quanto de maldição. Ele leva a sério o pecado e o arrependimento, e nós necessitamos fazer o mesmo.

4. O AT anuncia as “boas novas / evangelho” do qual desfrutamos.

O evangelho sāo as boas novas de que, através de Jesus – o Messias divino, crucificado e ressurreto  Deus reina sobre todos e salva e satisfaz os pecadores que creem. Paulo escreveu “Ora, tendo a Escritura previsto que Deus justificaria pela fé os gentios, preanunciou o evangelho a Abraão: Em ti, serão abençoados todos os povos.'” (Gl 3.8). Abraão já estava ciente da mensagem de salvação global da qual agora desfrutamos.

Da forma semelhante, no início da carta aos Romanos, Paulo enfatiza que o Senhor havia “prometido por intermédio dos seus profetas nas Sagradas Escrituras” (ou seja, os profetas do AT) o poderoso “evangelho de Deus”. . . com respeito a seu Filho” o qual ele pregava e no qual nós agora descansamos (Rm 1-3, 16).

O principal destes profetas foi Isaías, que antecipou o dia em que o servo real de YHWH (o Messias) e os muitos servos identificados com ele anunciariam “boas novas” aos pobres e quebrantados – novas de que o Deus salvador reina através do libertador, seu ungido régio. (Is 61.1; cf 40.9-11; 52.7-10; Lc 4.16-21).

Portanto, ler o AT é uma das maneiras dados por Deus para que possamos compreender melhor e nos deleitar no evangelho (ver também He 4.2).

5. Ambas as alianças, a antiga e a nova, conclamam ao amor, e podemos aprender muito sobre o amor no AT.

Na antiga aliança, o ponto central daquilo que o Senhor ordenou que Israel fizesse, era amar (Dt 6.5; 10.19); todos os outros mandamentos eram simplesmente para esclarecer como fazê-lo. Este foi um dos pontos que Jesus salientou quando enfatizou que todo o AT está ligado à ordem de amar a Deus e ao próximo: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas” (Mt 22.37-40).

Cristo enfatizou: “Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós tam ém a eles; porque esta é a Lei e os Profetas” (7.12). De maneira semelhante, Paulo observou: “Porque toda a lei se cumpre em um só preceito, a saber: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Gl 5.14; cf Rm 13 .8, 10) Da mesma maneira como fez com Israel, o Senhor conclama os cristãos a viverem vidas caracterizadas pelo amor. No entanto, ele agora dá a todos os membros da nova aliança a capacidade de fazer o que ele ordena. Tal como afirmou o próprio Moisés, a principal razão pela qual Deus prometeu circuncidar os corações no tempo da nova aliança era “para amares o SENHOR, teu Deus, de todo o coração e de toda a tua alma, para que vivas.” (Dt 30.6). Moisés também disse daqueles que desfrutariam desta obra divina naquele dia futuro “darás ouvidos à voz do SENHOR; cumprirás todos os seus mandamentos que hoje te ordeno” (30.8).

A lei da antiga aliança de Moisés conclamava a um amor que abrangesse toda a vida, e os cristãos de hoje em dia, olhando pelas lentes de Cristo, podem obter no AT, clareza sobre o amplo efeito do amor em todos os aspectos da vida.

6. Jesus não veio para destruir a Lei e os Profetas, mas para cumpri-los.

Longe de deixar de lado o AT, Jesus enfatizou que veio para cumpri-lo e, no processo, destacou a relevância duradoura dos ensinamentos do AT para os cristãos:

“Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra. Aquele, pois, que violar um destes mandamentos, posto que dos menores, e assim ensinar aos homens, será considerado mínimo no reino dos céus; aquele, porém, que os observar e ensinar, esse será considerado grande no reino dos céus.” (Mt 5.17-19)

É importante notar aqui que, apesar dos tempos da antiga aliança terem chegado ao fim (Rm 6.14-15; 1Co 9.20-21;Gl 5.18; cf. Lc 16.16), o próprio AT mantém uma relevância duradoura para nós pela maneira como demonstra o caráter de Deus (e. g., Rm 7.12), como aponta para as excelências de Cristo e retrata para nós o âmbito do amor em todas as suas facetas. (Mt 22.37-40). Como afirmou Moisés, no tempo da circuncisão dos corações (Dt 30.6), do qual estamos desfrutando hoje (Rm 2.29), todos os seus ensinamentos em Deuteronômio ainda seriam relevantes: “pois, darás ouvidos à voz do SENHOR; cumprirás todos os seus mandamentos que hoje te ordeno” (Dt 30.8)

7. Jesus disse que todo o AT aponta para ele.

Após seu primeiro encontro com Jesus, Felipe anunciou a Natanael: “Achamos aquele de quem Moisés escreveu na lei, e a quem se referiram os profetas” (Jo 1.45). Gostaria de ver e saborear a Jesus o mais que puder? Nós o encontramos no AT. Como disse o próprio Jesus: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim.” (Jo 5.39; cf. 5.46-47). “E, começando por Moisés, discorrendo por todos os Profetas, expunha-lhes o que a seu respeito constava em todas as Escrituras” (Lc 24.27) Após sua ressurreição, proclamando o evangelho do reino de Deus (At 1.3), Jesus “lhes abriu o entendimento, para compreenderem as Escrituras; e lhes disse: ‘Assim está escrito que o Cristo havia de padecer e ressuscitar dentre os mortos no terceiro dia e que em seu nome se pregasse arrependimento para remissão de pecados a todas as nações, começando de Jerusalém'” (Lc 24.45-47).

Uma “compreensão” adequada do AT levará alguém a ouvir dele, uma mensagem sobre o Messias e sobre a missão que sua vida geraria. De maneira similar, Paulo ensinava “nada dizendo, senão o que os profetas e Moisés disseram haver de acontecer, isto é, que o Cristo devia padecer e, sendo o primeiro da ressurreição dos mortos, anunciaria a luz ao povo e aos gentios.”. (At 26.22-23). Como um pregador do AT, ele podia declarar: “Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado” (1 Co 2.2)

Se quer conhecer melhor a Jesus, leia o AT!

8. Não declarar “todo o desígnio de Deus” pode nos colocar em perigo perante o Senhor.

Paulo era um arauto das boas novas do reino de Deus em Cristo (e. g., At 19.8; 20.25; 28.30-31), que ele pregava baseado na Lei de Moisés e nos Profetas – o AT (28.23; cf. 26.22-23). Em Atos 20.26–27 ele testifica aos presbíteros de Éfeso: “estou limpo do sangue de todos; porque jamais deixei de vos anunciar todo o desígnio de Deus.” “Todo o desígnio de Deus” refere-se à totalidade dos propósitos de Deus na história da salvação, conforme revelado nas Escrituras. Caso o apóstolo houvesse deixado de tornar conhecido o plano redentor do Senhor, de benção superando a maldição na pessoa de Jesus, ele seria responsabilizado perante Deus por quaisquer futuros erros doutrinários ou morais nos quais a igreja em Éfeso viesse a cair. (cf Ez 33.1-6; At 18.6).

Com o Novo Testamento, as Escrituras estāo completas, e agora temos a “fé que uma vez por todas foi entregue aos santos” (Judas 3). Esta “fé”, no entanto, só é entendida corretamente dentro da estrutura de “todo o desígnio de Deus”.

Portanto, que sejamos pessoas que se protegem da culpa de sangue, ao darmos muita importância ao AT em relação a Cristo.

9. Os autores do NT enfatizaram que Deus deu o AT para os cristãos.

Pedro afirmou sobre os profetas do AT: “A eles foi revelado que, não para si mesmos, mas para vós outros, ministravam” (1 Pe 1.12) Os autores do AT tinham consciência de que estavam escrevendo para uma audiência futura – para os cristãos identificados com a igreja do NT.

De modo semelhante, Paulo estava convencido de que os autores do AT, inspirados por Deus, haviam escrito para os crentes do NT, aqueles que vivem deste lado da morte e ressurreição de Cristo. “Pois tudo quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança” (Rm 15.4; cf. 4.23-24). “Estas coisas lhes sobrevieram como exemplos e foram escritas para advertência nossa, de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado.” (1 Co 10.11).

Em conformidade com isto, o apóstolo enfatizou a Timóteo, que havia sido educado no AT por sua mãe e avó judias (At 16.1; 2Tm 1.5), que as “sagradas letras” de sua formação “podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus.” (2 Ti 3.15). As pessoas hoje podem ser salvas da ira de Deus e da escravidão do pecado pela leitura do AT através das lentes de Cristo.

É por isso que Paulo diz no versículo seguinte: “Toda a Escritura é . . . útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (2 Tm 3.16-17). Crentes da nova aliança podem corrigir e repreender irmãos e irmãs desviados, com base no AT, quando lido em relação a Cristo, pois nele encontramos muitas coisas “úteis” (At 20.20) – um “evangelho da graça de Deus” (20.24) – que nos conclama ao “arrependimento para com Deus e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo” (20.21).

Com base neste fato, os autores do NT regularmente usaram o AT como base para a exortação cristã, presumindo que tivesse relevância para os cristãos (e.g., 1 Co 9.8-12; Ef 6.2-3; 1 Tm 5.18; 1 Pe 1.14-16). Por sermos agora parte da nova aliança, e não da antiga, há questões naturais que surgem a respeito de como exatamente o cristão deve se relacionar com a instrução específica da antiga aliança. No entanto, a questão é que o AT, embora não tenha sido escrito aos cristãos, ainda assim foi escrito para nós.

10. Paulo ordena que líderes da igreja preguem sobre o AT.

A última das minhas 10 razões pelas quais o AT ainda é importante para os cristãos, se baseia no fato de que Paulo estava se referindo ao AT quando escreveu sobre as “sagradas letras” que são capazes de tornar uma pessoa “sábia para a salvação” e da “Escritura”. que é “inspirada por Deus e útil” (2 Ti 3.15-16). Saber disso nos faz compreender melhor sua exortaçāo a Timóteo logo a seguir: “prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina. Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas.” (2 Tm 4.2-4)

Para Paulo, pregadores cristãos como Timóteo necessitavam pregar sobre o AT para proteger a igreja da apostasia. Embora agora tenhamos o NT, podemos, e realmente devemos, nos apropriar do AT tal como Jesus e seus apóstolos o fizeram para o bem da igreja de Deus. Paulo enfatiza que aqueles que se desprendem do AT se colocam em perigo de se afastar de Deus.

 

 

Traduzido por Vittor Rocha

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