Meu Candidato Não Foi Eleito, E Agora?

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Aqui vão alguns pontos que talvez possam ajudar você a ponderar o resultado destas eleições:

  1. Lembre-se que “O Altíssimo domina sobre os reinos dos homens e os dá a quem quer” (Dn. 4.25) e “não há autoridade que não venha de Deus” (Rm. 13.1). Portanto, se Jair Bolsonaro foi eleito o novo presidente do Brasil, isto foi, em última análise, ordenado por Deus. É verdade que não podemos escrutinar todas as razões pelas quais Deus decidiu entregar o governo do Brasil a Bolsonaro. Mas, é certo que se ele é o novo presidente, é porque Deus o quis.
  2. Não permita que sua frustração seja fruto de rebelião ou idolatria. Frustração diante de cenários determinados por Deus que eventualmente contrariam nossos afetos e vontade, revela pelo menos duas coisas: (A) Mostra que estamos convencidos de que faríamos um trabalho melhor que o de Deus, e que nossa percepção da realidade é mais precisa que a de Deus. Ou ainda, (B) indica que nossa relação com o político que apoiamos seja de natureza idolátrica. A resposta bíblica para essa disposição revoltosa em relação a soberania de Deus é “Quem é você, ó homem, para questionar a Deus?” (Rm. 9.20), e a resposta bíblica para uma relação idolátrica com um político que amamos e apoiamos é “Quem é como o SENHOR, o nosso Deus, que Reina em seu trono nas alturas?” (Sl. 113.5). Permita-se ser contrariado(a) por Deus, isso será bom para seu ego e sua espiritualidade.
  3. Ore pelo presidente eleito. Isto não somente é uma ordem de Deus a todo o cristão (1Tm. 2.2), mas também ajudará você a redimir seu sentimento de frustração ou tristeza por não ver o candidato da sua escolha no poder.
  4. Como cristão, seu compromisso e esperança últimos não devem ser depositados em qualquer partido ou candidato, seja o candidato perdedor ou vencedor neste pleito eleitoral. Seu compromisso deve ser com Cristo e o Evangelho. Somente aqueles que estão comprometidos com Cristo e pautados pelo Evangelho, poderão exercer oposição bíblica e avaliar de maneira crítica e livre de paixões o novo governo.
  5. Ser cidadãos dos céus, deve nos fazer excelentes cidadãos da terra. Por isso, trabalhe e atue de maneira consciente para que o novo governo seja capaz de promover o bem comum a todos os brasileiros, elogiando o bom cidadão e punindo o que pratica o mal (Rm. 13.1-4), independentemente de sua orientação política, partido ou ideologia.
  6. Bolsonaro é a escolha da maioria do povo Brasileiro, mas não é o redentor desta nação. Espere do presidente aquilo que convém ao presidente e não ao Redentor, Jesus. Bolsonaro terá a oportunidade de atuar em favor do povo brasileiro, cumprindo suas promessas de campanha, mas nunca será capaz de redimir corações e estabelecer um reino de plena justiça e retidão.
  7. O fato de você não ver seu candidato subindo a rampa do Planalto no dia 1º de Janeiro de 2019, não significa que você tem licença para insubmissão civil. Como cristãos, devemos estar sujeitos à autoridade instituída por Deus (Rm. 13.1). Só temos licença para insubmissão civil, quando o governante exige além do que é devido a César, mas também o que é devido a Deus (Mt. 22.21).

Minha oração por mim e por você é que este momento pós-eleição seja um instrumento poderoso nas mãos de Deus, para nos forjar um caráter cada vez mais parecido com o de Cristo, nosso mestre e Redentor.

S.D.G.

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